sábado, 19 de outubro de 2019 08:15

Paratleta do badminton reencontrou brilho no olhar através do esporte

Catarinense abraçou Recife como casa e atualmente representa o Estado em importantes competições; atleta foi contemplado pelo Passaporte Esportivo



Natália Santos - 11/07/2019 09:08h


Créditos: Marlon Diego

Osvaldo Crema levava uma vida considerada comum para a realidade de muitos brasileiros. Natural de Joinville, em Santa Catarina, ele adotou Recife como lar há 18 anos. Há 20 anos, ele ganhava a vida como caminhoneiro, mas foi obrigado a cruzar com uma fatalidade na esquina. Osvaldo foi assaltado e baleado nas costas, o que culminou na perda dos seus movimentos nos membros inferiores. A realidade em que vivia teve de ser alterada, mas uma coisa em especial fez com que seus olhos voltassem a brilhar: o esporte. 

 

Alguns anos depois do incidente, Osvaldo começou a praticar basquete em cadeira de rodas e não soube mais o que é ficar parado. Mas, é através do parabadminton que o catarinense de coração pernambucano tem conquistado títulos e se destacado em grandes competições pelo Brasil e ao redor do mundo. O paratleta ficou com a terceira colocação no Pan-Americano da modalidade, disputado em Lima, no Peru, em novembro de 2018, além de conquistar o vice-campeonato no Sul-Americano, também na capital peruana. 

 

“Sem o esporte, o que eu faria da vida? É através da prática dessas modalidades e das competições que eu disputo que encontro esse escape. A prática esportiva me ensinou muitas coisas, entre elas, voltar a me sentir útil e reencontrar a liberdade de fazer as coisas que eu já não fazia”, comemorou Osvaldo.

 

Agora o jogador de 44 anos se prepara para competir a Segunda Etapa do Circuito Nacional de Parabadminton. Mas, antes, ele recebeu passagens aéreas através do Programa Passaporte Esportivo, concedido pelo Governo do Estado através da Secretaria de Educação e Esportes. As passagens o levarão até São Paulo na próxima quinta-feira (18), onde compete entre os dias 19 e 22. 

 

“São esses incentivos que nos mantém presentes nessas competições. Se não fosse por eles, não teríamos como arcar com os custos de uma viagem, até porque o parabadminton é um esporte caro, e que nos obriga a fazer, pelo menos, quatro viagens por ano”, analisou o paratleta, que faz parte do programa Bolsa Atleta Pernambuco há dois anos e hoje ocupa o terceiro lugar no ranking brasileiro da classe WH1, enquanto é o atual líder do ranking nas duplas.

 


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