domingo, 20 de janeiro de 2019 20:02

Uma nova vida no Chile

Hoje vamos conhecer a história do estudante Miquéias Araújo, que após participar do Programa Ganhe o Mundo, conseguiu trabalhar e estudar no país em que fez intercâmbio



Assessoria de Comunicação - 11/01/2019 17:42h


Créditos: Pedro Menezes

Morando a 50 quilômetros do Recife, em Carpina, Zona da Mata de Pernambuco, Miquéias Victor Araújo da Silva, de 18 anos, sempre lutou para que seus sonhos se tornassem realidade. Nos últimos três anos, sua vida mudou completamente. Em 2015, enquanto estudante da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Maciel Monteiro, em Nazaré da Mata, teve a oportunidade de embarcar para o Chile, através do Programa Ganhe o Mundo. “Na verdade eu queria estudar inglês, mas a escola não conseguiu alcançar o número de vagas necessárias e por isso tive que fazer espanhol”, confessa. Durante o período de intercâmbio o jovem não só estudou como fez um laço de amizade forte com a família que o hospedou.

 

Acontece que dois meses antes da sua chegada, aquela família tinha perdido dois entes queridos em um incêndio na sua residência. Mesmo de luto, os familiares não hesitaram em acolher Miquéias que tinha as melhores das intenções. “Eles disseram que eu cheguei no momento exato para dar luz a eles”, expõe. Após o período de intercâmbio, de volta ao Brasil, o jovem começou a trabalhar por dois anos como professor de espanhol e a prestar trabalho voluntário na Gerência Regional de Educação (GRE) Mata Norte e como representante da Fundação Inside Chile, empresa que recebe os intercambistas do programa.  

 

No início de 2018, o rapaz voltou novamente para o Chile, dessa vez para passar as férias. A partir disso, os pais chilenos fizeram um convite para que ele pudesse morar, estudar e trabalhar no país. O jovem recebeu com surpresa o convite, pois já estava trabalhando e estudando administração no Brasil. Mesmo assim, não pensou duas vezes e optou pelo melhor para o seu futuro e agarrou a oportunidade. “Foi uma decisão bastante difícil para eu ter que ficar longe da família, largar meu emprego e também a faculdade”, confessa.

Em solo brasileiro desde o final de 2018 e com passagem comprada para voltar em fevereiro, Miquéias aproveita cada momento perto dos seus pais, um motorista de ônibus e uma funcionária de uma lanchonete, e prometeu que sempre que sobrar um tempo ou estiver de férias volta para dar um abraço na família brasileira. Com vida nova no Chile há um ano, o jovem cursa o terceiro período de engenharia da informática na Universidad Tecnológica del Chile e trabalha na Fundação Inside Chile, a mesma empresa que ele prestava serviço voluntário aqui.

“Participar do PGM é algo que transforma a vida dos jovens que não têm recursos necessários para fazer um intercâmbio no exterior. Então, é algo gratificante porque vai abrindo as portas de trabalho, a vida pessoal muda, sem contar que ganhamos mais maturidade. Se não fosse o programa eu não estaria trabalhando e morando no Chile. O PGM vem transformando vidas”, aponta.

Ainda indeciso se continua ou volta após os quatro anos de curso, Miquéias tem uma certeza, que não vai parar de estudar e procurar se aperfeiçoar na sua profissão. “Tudo pode mudar. Meu curso exige uma noção de inglês e também na minha universidade tenho planos para fazer cursos no exterior e se eu conseguir dominar o inglês, pretendo fazer um intercâmbio em algum país de língua inglesa”, revela.

 


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