terça-feira, 23 de outubro de 2018 21:13

Entre tapas, mas por um bom motivo

Tapembol é um jogo bastante inclusivo, jogado numa quadra, em que a bola é conduzida por tapas



Assessoria de Imprensa - 26/04/2018 10:41h


Créditos: Pedro Menezes

Doze jogadores em quadra, seis de cada lado.  Dois tempos de 12 minutos, com direito a um intervalo de três, e a bola é conduzida pela quadra por tapas. Assim é o Tapembol, modalidade de jogo que está chegando ao território pernambucano. O jogo foi apresentado hoje (25) aos estudantes da Escola Técnica Estadual (ETE) Jurandir Bezerra Lins, em Igarassu, a convite do professor de educação física da unidade de ensino, José Carvalho.

“Geralmente vemos os mesmos esportes serem praticados nas aulas de educação física, isso desestimula muitos jovens que não se adaptam ao futsal, vôlei, basquete e handebol. O Tapembol é uma alternativa viável, que pode ser praticada por todos que quiserem jogar, e pode ser vista também como uma possível modalidade nos jogos esportivos escolares”, contou Carvalho, que também pensa em trazer o Badminton para a escola. “A prática esportiva trabalha a mente, corpo e valores pessoais, trazendo benefícios fisiológicos, psicológicos e afetivos. Então, o esporte deve ser usado também como formação para os jovens estudantes”, concluiu.

Criado em 2008, o Tapembol é bastante conhecido em Minas Gerais, seu local de origem. Com muitos adeptos, o jogo se tornou uma opção de atividade nas aulas de educação física das escolas da região, e é com esse intuito que o professor Carvalho convidou Izauro Garcia. Izauro é graduando em educação física e conheceu o Tapembol numa pesquisa realizada na universidade. Hoje, ele e outros três amigos visitam instituições de ensino do Estado apresentando-o como uma alternativa aos jogos praticados nas quadras. “O trabalho era sobre inovações na educação física, e nada mais inovador que o Tapembol. Em 2017 o jogo completou 10 anos de criação, e nós fomos lá em Caeté, Minas Gerais, para conhecer mais sobre a prática”, contou Izauro.

Mas, vamos deixar de enrolação e seguir para as regras, que são bem fáceis: só pode tocar na bola por meio de tapa, com a mão aberta. São no máximo duas tapas antes de passar a bola: uma para dominar a bola, a segunda para arremessá-la. O jogo é bastante inclusivo e pode jogar quem quiser: alto, baixo, gordo, magro, velho e novo, menino e meninas. A bola de Tapembol tem 56 centímetros de diâmetro e o jogo se desenrola na quadra de futsal. Pronto. Viu como é fácil?

Kaillâny Maria, de 15 anos, se interessou pelo que viu na apresentação. “Achei a proposta do jogo muito atrativa, parece ser mais dinâmico que os outros esportes”, comentou a jovem que não costuma praticar exercícios. Por outro lado, Juliana Eduarda, estudante do curso de Turismo, já pratica outras modalidades esportivas e acredita que o jogo só tem a acrescentar nas aulas. “Por ter dois irmãos que gostavam de praticar esportes, eu só tinha essa forma de me aproximar deles, então foi o que fiz. Pratico exercícios desde pequena e gostei do Tapembol, acredito que vai contribuir com a sensação de equipe e união nas aulas”, contou.

Ficou curioso? Clique aqui e conheça mais sobre o Tapembol.

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