quinta-feira, 22 de abril de 2021 07:00

Escola Estadual Felisberto de Carvalho, em Caruaru, realiza projeto virtual focado na construção significativa das aprendizagens

Projeto Reconectando Saberes, que será retomado em março, trabalha com várias disciplinas de forma mais atrativa para os estudantes da rede estadual



Aline Rangel - 25/02/2021 14:41h


A Escola Estadual Felisberto de Carvalho, localizada em Caruaru, Agreste do Estado, realizou em 2020 o “Projeto Reconectando Saberes: A soma das partes é maior que o todo”. A ação envolveu estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de toda comunidade escolar, e falou sobre a necessidade de uma construção significativa das aprendizagens. Este ano, os encontros começam em março com o tema “Reconectando Horizontes - Educar para o presente, de olho no futuro”.

Durante o projeto, os estudantes participavam semanalmente de rodas de diálogos através da plataforma Google Meet, ministradas pelos professores da escola e convidados. Foram discutidas temáticas interdisciplinares com uma perspectiva crítica para o desenvolvimento de um pensamento complexo por parte dos estudantes. Os encontros virtuais recebiam sempre temas divertidos, porém, tratavam de assuntos importantes com uma proposta de abordagem interdisciplinar, onde eram discutidos assuntos de biologia, educação física, matemática, linguagens, dentre outros, sempre unindo as disciplinas.

O “Organiza-te ou te devoro” foi um dos temas tratados, onde foram apresentadas técnicas e métodos de ensino-aprendizagem e sua aplicação nas diferentes áreas do conhecimento. Outro foi o “Divertidamente”, que tratou sobre emoções, reações, hormônios e a prática de atividades físicas. Também teve o momento “Admirável mundo novo”, que trabalhou uma discussão sobre gênero, diversidade e construções sociais. Por fim, os encontros “Educação fiscal, Covid-19 e responsabilidade social: Quais são as implicações da ausência de investimentos financeiros para a educação, o desenvolvimento de pesquisas científicas e a vida em sociedade?” e “Da Revolta da Vacina à Covid-19: Revoluções científicas, construções sociais e senso comum” discutiram sobre a situação atual no mundo.

Para a professora de biologia e idealizadora do projeto, Suellen Lima, a iniciativa vai servir para além do que será aplicado dentro da sala de aula. “A importância do projeto transcende a questão meramente curricular, uma vez que as temáticas abordadas contemplam e estimulam o desenvolvimento do senso crítico, a reflexividade e articulação com as vivências do cotidiano”, disse a docente, para completar logo em seguida: “Ao valorizar os contextos e demandas sinalizadas pelos estudantes, o projeto promoveu a consolidação de aprendizagens, articulação entre as diferentes áreas do conhecimento e criou um espaço colaborativo onde todos se sentiam partícipes e pertencentes à proposta. Tal engajamento fez toda diferença para os resultados alcançados, uma vez que estimulou o desenvolvimento de novas habilidades e oportunizou aos envolvidos um espaço de fala, escuta e partilha de conhecimentos”, 

Dentro do projeto também foram realizadas oficinas temáticas sobre a produção de hortaliças, educação alimentar e ambiental. As oficinas foram ministradas via Google Meet por estudantes de Engenharia Agronômica do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) campus Vitória de Santo Antão. Também virtualmente, através do YouTube, foram realizados seminários sobre leitura, libras e educação como instrumento de luta.

A estudante Fernanda Menezes tem 15 anos e cursa o 2º ano do Ensino Médio. Ela, assim como os demais jovens que continuam tendo que conciliar as privações impostas pelo novo coronavírus com os estudos, soube aproveitar a oportunidade ofertada pelo pela escola. “O projeto ajudou os alunos a ficarem mais próximos da escola durante esse ano turbulento que ainda estamos vivendo. A metodologia usada no projeto foi de extrema importância, pois foi uma linguagem de fácil entendimento para os alunos, trazendo dicas de estudos, e conhecimentos diversos sobre o universo escolar”, afirmou. 

Outra estudante que partilhou do mesmo pensamento foi Raylany Wedna Mendonça, de 16 anos, também do 2° ano do Ensino Médio. “Eu, particularmente, achei uma ideia incrível e muito necessária. Ela é bastante rica em muitas coisas, não somente no ensino-aprendizagem, mas também no convívio entre estudantes e professores(as). Apesar de tudo que vem acontecendo no mundo, a professora encontrou uma maneira de não deixar as aulas e atividades entediantes, e sugeriu que as aulas fossem através do Google Meet. Com isso, ela nos propôs apresentações com pautas importantes e com trocas muito enriquecedoras em conhecimentos”, relembrou.

Vitor Lucas de Lima, que tem 16 anos e cursa o 2º ano do Ensino Médio, falou sobre o projeto como desejo de mudança e o prazer de estudar. “De todas as aulas, as que eu mais gostei foram as das emoções. Elas foram bastante esclarecedoras para mim. Um projeto que tem como principal objetivo a educação de forma mais dinâmica e interativa para os estudantes, que se originou no começo da pandemia, visto que os alunos tinham muitas dificuldades no ensino online, e a professora Suellen criou esse projeto maravilhoso que na minha opinião ajudou a muitos, inclusive eu. O projeto “Reconectando saberes” me fez olhar para a ciência no geral de uma forma mais esplêndida. Um projeto que ainda vai crescer muito e que com toda certeza vai inspirar muitos estudantes, assim como eu”, disse.

 


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