quinta-feira, 21 de outubro de 2021 09:23

Projeto Sankofa discute questões etnico-raciais na EREM Carlos Soares da Silva

Iniciativa visa estimular e viabilizar ações que possibilitem a construção de atitudes antirracistas dentro do ambiente escolar



Assessoria de Comunicação - 24/09/2021 17:20h


Créditos: Divulgação

Estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Carlos Soares da Silva, em Salgadinho, no Agreste do Estado, participaram de uma roda de diálogo do Projeto Sankofa. A iniciativa tem o objetivo de discutir as questões e relações étnico-raciais nas escolas da Rede Estadual e realizar atividades que têm por objetivo estimular e viabilizar ações que possibilitem a construção de atitudes antirracistas dentro do ambiente escolar. O encontro aconteceu na segunda-feira (20), e contou com a participação da técnica em Direitos Humanos, Odailta Alves.

 

Promovido pela Gerência de Políticas Educacionais de Educação Inclusiva, Direitos Humanos e Cidadania (GEIDH), o Projeto Sankofa tem uma proposta de intervenção pedagógica que consiste no desenvolvimento de oficinas que atendam professores e estudantes, através de discussão de procedimentos teóricos-metodológicos estabelecidos no Currículo de Pernambuco e que estão relacionados com a educação das relações étnico-raciais. 

Além disso, o projeto envolve temas, como Política, através de rodas de diálogo com temas voltados às relações raciais no Brasil; Cultural, através de atividades artístico-culturais e/ou produção artísticas contextualizadas dentro da temática; e Ação Afirmativa, através de rodas de diálogos que discutem o direito ao acesso às universidades federais por meio das cotas raciais.

“É muito bom dialogar com os estudantes, pois são jovens sensíveis que têm a plena consciência da importância de construir uma sociedade antirracista. A gente discutiu bastante sobre a importância deles levarem essa discussão também para a sociedade. Então, o objetivo da gente é mudar essa visibilidade acerca dos corpos negros e ressignificar o que é ser negro na sociedade colocando em pratica o que determina a legislação”, ponderou Odailta.

De acordo com o professor articulador do Projeto Sankofa na escola, Romério Porfírio, no contexto da educação, a Lei 10639/03 que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da presença da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Africana”, ainda tem sido insuficiente para fazer ressignificar a importância da mulher e do homem preto na construção de uma escola plural. 

“Valorizar o povo preto é um dever histórico, social e humano que nossos jovens lamentavelmente não aprenderam nas escolas com seus currículos eurocêntricos, pautados no protagonismo branco, europeu, excludente e misógino. Então, é papel da EREM Carlos Soares da Silva mostrar aos nossos jovens as heroínas e heróis pretas e pretos que não estão nos livros de literatura e história. Quebrar o machismo estrutural branco que ainda persiste na hora que falamos das escritoras pretas e sobre cotas raciais é um dos tristes exemplos do racismo encontrado dentro e fora da escola”, observou. 

 



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