domingo, 22 de outubro de 2017 23:37

Escola promove estudos de gêneros inspirados em canções de Chico Buarque

Sarau de Chico marcou a culminância do projeto



Assessoria de Comunicação - 18/11/2013 19:32h



Alunos e professores da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) de Bezerros, no agreste do estado, organizados no Núcleo de Estudos de Gêneros e Raça (NEGRA), utilizaram canções do compositor e cantor Chico Buarque de Hollanda para despertar o debate sobre as questões de gênero e preconceito na sociedade.  A culminância do projeto aconteceu com o Sarau de Chico no dia 30 de outubro na própria escola. Graças ao sucesso do evento, o grupo se apresentou no dia 8 de novembro, durante a Festa Literária de Bezerros (Feslab).

Coordenado pelo professor de literatura Marcelo José, com o apoio de professores de outras disciplinas como história, sociologia e português, o projeto multidisciplinar, além de tratar do debate sobre temas como homossexualidade e violência contra a mulher, também apresentou um dos mais consagrados compositores brasileiros ao público de alunos, jovens e adolescentes, que não conheciam Chico Buarque. “Poucos sabiam quem era Chico ou já tinham ouvido alguma música dele. Alguns chegaram apresentar resistência com os textos e músicas, bem diferentes do que eles estão acostumados a ouvir. Com o tempo, eles não apenas passaram a compreender o sentido das canções, mas abraçaram o projeto. A participação foi grande”, declarou o professor Marcelo José, admirador e estudioso do cantor.  

O professor explica que o processo de seleção das 11 músicas utilizadas no sarau tomou como base as temáticas discutidas pelo Núcleo de Estudos de Gêneros e contou com a participação de estudantes. “A História de Lily Braun e Folhetim foram escolhas de alunas que inserimos no sarau. Além delas, Geni e o Zepelim, Mil perdões, Mulheres de Atenas, Olhos nos olhos, O meu amor, O meu guri, O que será (À flor da pele), Pedro pedreiro e Teresinha, foram trabalhadas e apresentadas pelos alunos, que cantaram e tocaram todas as músicas, intercaladas com momentos de explicação sobre as temáticas abordadas pela canção e biografia do autor”, explicou.

O professor Adalberto Monteiro, que leciona as disciplinas de sociologia, história e filosofia, viu no projeto uma forma de dinamizar os conteúdos tratados em sala de aula, como direitos humanos, ligados à sexualidade. “Sem dúvida é um momento de despertar da cidadania. Através do estudo das letras de Chico produzimos debates em sala que acabaram por valorizar as relações humanas entre os alunos vivenciadas cotidianamente na escola e fora dela”, destacou.

Para a aluna Iara Lima, 16 anos, do 2º ano, participar do sarau serviu para quebrar preconceitos em relação às questões de gênero, mas também o preconceito musical, que segundo ela, muitos possuíam. “Muitos nem conheciam e diziam que não gostavam. Foi uma forma de abrir a mente para outros gêneros musicais”, comemorou a estudante. Já Morgana Bernardes, 19, do 3º ano, lembra que sempre gostou das musicas de Chico Buarque, mas que foi através do sarau que ela passou a se aprofundar na análise dos textos. “Foi uma oportunidade para revelar talentos e conhecer a importância do trabalho em equipe,” comentou. Através da dança, Geyssiele Azevedo, 16, 2º ano, participou do evento. Ela afirmou que estava entre os que não conheciam Chico Buarque, mas que a motivação surgiu a partir das discussões sobre preconceito e discriminação contra a mulher.



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